Um homem acusado de mandar matar o namorado da filha dele porque o jovem era
negro em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foi preso no Maranhão nesta
sexta-feira (18). Ele estava foragido desde o dia do crime, que aconteceu em 16
de abril. De acordo com denúncia oferecida pelo MP-RJ
(Ministério Público do Rio de Janeiro), Raimundo Nonato Ferreira Alves, 60, não
se conformava com o relacionamento de sua filha com Emanuel de Oliveira Reis,
20, porque o jovem era negro. Alves teria inclusive feito ameaças a Reis e o
agredido em outras ocasiões antes do assassinato.
Segundo as investigações da polícia, no dia 18 de abril,
o idoso procurou a traficante Andrea Camargo Farias, 42, disse que havia
sido agredido por Emanuel e pediu para a criminosa assassiná-lo em um
"tribunal do crime". De acordo com o MP, Andrea era a chefe do
tráfico na região de Campos Elísios, onde o idoso vivia com a filha, e chefe local
da facção Comando Vermelho. A traficante teria então reunido um grupo de criminosos e
ido atrás da vítima junto com Alves. A vítima estava na casa dele com a
namorada. Ao chegar no local, o grupo rendeu Reis e o levou até uma localidade
próxima conhecida como Jaqueira, onde ele teria sido executado a tiros depois
de ser amarrado pelas mãos e pescoço e ser torturado.
O pai da namorada da vítima e mandante do assassinato
também seria envolvido com o Comando Vermelho. No dia 22 de abril, Andrea foi presa preventivamente. Na sexta,
foi a vez de Alves, que foi preso no Maranhão em uma cidade pequena onde estava
escondido em casa de parentes. Eles são acusados de homicídio duplamente
qualificado e podem pegar de 12 a 30 anos de prisão, caso sejam condenados. O UOL não localizou os advogados dos presos
para comentar o caso.


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