De 0 a 2 anos: Durante esse período é importante o
acompanhamento infantil pelo fato de ser a fase de descobertas de sons e
percepções onde as consultas com o Pediatra deve ser mais constantes. Durante a
primeira semana de vida, a criança recebe as primeiras consultas, onde será
avaliado a amamentação, o ganho de peso e se o bebê apresenta icterícia
(coloração amarelada da pele) ou para detectar qualquer alteração que possa
aparecer. Na faixa etária de 1 a 6 meses o acompanhamento infantil é realizado
mensalmente, nessa fase o Pediatra acompanha tanto o desenvolvimento como o
crescimento da criança, além de orientar vacinas, tirar dúvidas dos problemas
que podem surgir com a amamentação e orientar como introduzir novos alimentos
na rotina do bebê. Depois do sexto mês as consultas são mais espaçadas,
lembrando que, até completar 1 ano, o acompanhamento infantil é o mais
importante para o crescimento e desenvolvimento saudável, a recomendação é que,
pelo menos no primeiro ano as consultas com o Pediatra sejam mensais.
De 3 a 5 anos: Durante essa fase é importante continuar
atento ao acompanhamento infantil, a recomendação é que as consultas passem a
ser a cada 6 meses. Nessa fase de desenvolvimento infantil podem surgir outros
aspectos que atingem a criança como doenças respiratórias causadas por alergias
ou alimentação, além de problemas no desenvolvimento escolar e
psicológico. Outros problemas comuns também nas crianças de até cinco anos
são: crises de birra muito intensas e frequentes, timidez excessiva que
prejudique a socialização, dificuldades para dormir e comer, ansiedade de
separação dos pais e agressividade (como mordidas e puxões de
cabelo). Nesta fase, a criança desenvolve rapidamente as funções
intelectuais, ampliando muito seu vocabulário, é também a fase onde seu círculo
social aumenta muito, especialmente após iniciar a vida escolar. A criança
dessa idade costuma ser muito curiosa e fazer muitas perguntas: é a famosa fase
do “porquê?”. Agora, além de se relacionar com os pais e parentes mais
próximos, a criança gosta de socializar com outras crianças e adultos. A
fantasia é parte essencial desta fase: bonecas e ursinhos de pelúcia podem
assumir grande importância para a criança, que pode querer levá-los para cima e
para baixo e dormir com eles. As diferenças entre meninos e meninas começa a
ficar mais marcadas e eles podem começar a preferir a companhia de outros do
mesmo sexo. Apesar de o recomendado nessa fase é que o acompanhamento
infantil seja de 6 em 6 meses, nesses intervalos caso a criança manifeste alguma
reação incomum, deve ser levado de imediato ao Pediatra para que problemas mais
sérios possam ser evitados.
De 6 a 10 anos: Dos 6 aos 10 anos, as transformações
físicas da criança ocorrem num ritmo mais lento. O que faz toda diferença, e
você vai perceber, é o desenvolvimento intelectual. Aprender a ler e escrever
abre o mais importante canal de comunicação com o mundo. Quando se dá conta
desse potencial, a criança fica em estado de graça. Os pais também. É hora de
ajudar, estimulando as brincadeiras e promovendo muita leitura em família. Os
avanços dessa época trazem alterações de humor. Chegou a hora de socializar. Os
amigos ganham importância, embora os pais continuem sendo a referência
principal. Esses são os primeiros momentos que ficam com detalhes na memória da
criança. Passeios em família serão lembranças maravilhosas para elas. E vale
quebrar a rotina de vez em quando. Que tal inventar um acampamento para que a
família durma uma noite na sala? O sucesso é garantido. E, se seu filho não
come direito, ainda é tempo de corrigir. Assim, ele chegará saudável e forte na
adolescência.
De 11 a 16 anos: Essa é a fase mais delicada no
desenvolvimento da criança, que está na transição de passagem para a fase da
adolescência, onde muitas vezes será necessário acompanhamento também de outros
profissionais como ginecologistas e psicólogos associados ao Pediatra. A fase
chamada “Libertação”, já pode ser acompanhada mais de longe, os pais são os
principais observadores e conselheiros dos filhos durante essa transição. Para
essa fase é recomendado que as consultas de acompanhamento infantil sejam
realizadas uma vez por ano, mas se necessário, os pais devem procurar ajuda em
caso de dúvidas tanto com o Pediatra como com outros profissionais. Durante
essa fase de transição, nas consultas serão observados pelo Pediatra o
crescimento, a puberdade, a alimentação, o estado nutricional, desempenho
escolar, atividades físicas, verificar vacinas e detectar e desde já prevenir
qualquer doença que possa prejudicar o crescimento e desenvolvimento saudável
da criança como diabetes, hipertensão, obesidade ou colesterol alto.
Agora que você já sabe mais sobre a importância do
acompanhamento infantil em todas as fases da criança, pode estar mais atento a
qualquer problema que venha a surgir durante esse período. Contar com um
atendimento diferenciado e completo e oferecer um maior suporte aos seus filhos
pode fazer toda diferença na hora de escolher um bom profissional que o
acompanhe e cuide ainda mais da sua saúde.

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