A exportação de frutas pelo porto de Natal durante a
safra, que começou em setembro e encerrou no começo deste mês, cresceu 39,6% na
comparação com a safra de 2016. Foram movimentados 6.500 toneladas, principalmente de
melão, o que deu trabalho seguro a 300 trabalhadores ligados aos três
sindicatos que operam no terminal – estivadores, conferentes
arrumadores/portuários. É o resultado de problemas hídricos no Ceará que
devolveram ao Rio Grande do Norte a condição de maior produtor de frutas do
Nordeste.
“Espero que na safra deste ano tenhamos um desempenho tão
bom quanto do ano passado”, disse ao Agora RN o presidente do Sindicato dos
Estivadores, Lenilton Caldas. Esse cenário que vem se desenhando desde 2015 fez com que
o Porto de Natal superasse este ano o de Pecém, no Ceará, na exportação de
frutas, com reflexo direto sobre a balança comercial do Estado. Pelo terminal potiguar foram exportados 236,6 milhões de
dólares em frutas, enquanto o porto cearense movimentou R$ 132,8 milhões de
dólares.
Reflexo na balança
De acordo com dados do Ministério da Indústria, do
Comércio Exterior e Serviços foram exportados por aqui US$ 304,5 milhões ao
longo do ano, contra US$ 177 milhões em importações (saldo de US$ 127,4
milhões), somando, ao todo, US$ 411,5 milhões. E o grande fator que puxou a
balança para cima foi a exportação de frutas secas. O melão exportado pelo Estado faturou sozinho US$ 108
milhões (35% das exportações); foram 163 mil toneladas em 2017 (um crescimento
de 43% em comparação a 2016). Com isso, o Rio Grande do Norte foi responsável
por 66% das exportações do melão do País, seguido pelo Ceará. Os principais fregueses do Estado são a Holanda, Espanha
e Reino Unidos, seguidos por Argentina, Canadá e Emirados Árabes. Em segundo
lugar entre os produtos exportados, ficou a melancia fresca, arrecadando US$ 23
milhões.
AGORARN

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