terça-feira, 10 de julho de 2018

SAÚDE | Saiba mais sobre o acompanhamento infantil para cada faixa etária

De 0 a 2 anos:  Durante esse período é importante o acompanhamento infantil pelo fato de ser a fase de descobertas de sons e percepções onde as consultas com o Pediatra deve ser mais constantes. Durante a primeira semana de vida, a criança recebe as primeiras consultas, onde será avaliado a amamentação, o ganho de peso e se o bebê apresenta icterícia (coloração amarelada da pele) ou para detectar qualquer alteração que possa aparecer. Na faixa etária de 1 a 6 meses o acompanhamento infantil é realizado mensalmente, nessa fase o Pediatra acompanha tanto o desenvolvimento como o crescimento da criança, além de orientar vacinas, tirar dúvidas dos problemas que podem surgir com a amamentação e orientar como introduzir novos alimentos na rotina do bebê. Depois do sexto mês as consultas são mais espaçadas, lembrando que, até completar 1 ano, o acompanhamento infantil é o mais importante para o crescimento e desenvolvimento saudável, a recomendação é que, pelo menos no primeiro ano as consultas com o Pediatra sejam mensais.

De 3 a 5 anos: Durante essa fase é importante continuar atento ao acompanhamento infantil, a recomendação é que as consultas passem a ser a cada 6 meses. Nessa fase de desenvolvimento infantil podem surgir outros aspectos que atingem a criança como doenças respiratórias causadas por alergias ou alimentação, além de problemas no desenvolvimento escolar e psicológico. Outros problemas comuns também nas crianças de até cinco anos são: crises de birra muito intensas e frequentes, timidez excessiva que prejudique a socialização, dificuldades para dormir e comer, ansiedade de separação dos pais e agressividade (como mordidas e puxões de cabelo).  Nesta fase, a criança desenvolve rapidamente as funções intelectuais, ampliando muito seu vocabulário, é também a fase onde seu círculo social aumenta muito, especialmente após iniciar a vida escolar. A criança dessa idade costuma ser muito curiosa e fazer muitas perguntas: é a famosa fase do “porquê?”. Agora, além de se relacionar com os pais e parentes mais próximos, a criança gosta de socializar com outras crianças e adultos. A fantasia é parte essencial desta fase: bonecas e ursinhos de pelúcia podem assumir grande importância para a criança, que pode querer levá-los para cima e para baixo e dormir com eles. As diferenças entre meninos e meninas começa a ficar mais marcadas e eles podem começar a preferir a companhia de outros do mesmo sexo. Apesar de o recomendado nessa fase é que o acompanhamento infantil seja de 6 em 6 meses, nesses intervalos caso a criança manifeste alguma reação incomum, deve ser levado de imediato ao Pediatra para que problemas mais sérios possam ser evitados.

De 6 a 10 anos: Dos 6 aos 10 anos, as transformações físicas da criança ocorrem num ritmo mais lento. O que faz toda diferença, e você vai perceber, é o desenvolvimento intelectual. Aprender a ler e escrever abre o mais importante canal de comunicação com o mundo. Quando se dá conta desse potencial, a criança fica em estado de graça. Os pais também. É hora de ajudar, estimulando as brincadeiras e promovendo muita leitura em família. Os avanços dessa época trazem alterações de humor. Chegou a hora de socializar. Os amigos ganham importância, embora os pais continuem sendo a referência principal. Esses são os primeiros momentos que ficam com detalhes na memória da criança. Passeios em família serão lembranças maravilhosas para elas. E vale quebrar a rotina de vez em quando. Que tal inventar um acampamento para que a família durma uma noite na sala? O sucesso é garantido. E, se seu filho não come direito, ainda é tempo de corrigir. Assim, ele chegará saudável e forte na adolescência.


De 11 a 16 anos: Essa é a fase mais delicada no desenvolvimento da criança, que está na transição de passagem para a fase da adolescência, onde muitas vezes será necessário acompanhamento também de outros profissionais como ginecologistas e psicólogos associados ao Pediatra. A fase chamada “Libertação”, já pode ser acompanhada mais de longe, os pais são os principais observadores e conselheiros dos filhos durante essa transição. Para essa fase é recomendado que as consultas de acompanhamento infantil sejam realizadas uma vez por ano, mas se necessário, os pais devem procurar ajuda em caso de dúvidas tanto com o Pediatra como com outros profissionais. Durante essa fase de transição, nas consultas serão observados pelo Pediatra o crescimento, a puberdade, a alimentação, o estado nutricional, desempenho escolar, atividades físicas, verificar vacinas e detectar e desde já prevenir qualquer doença que possa prejudicar o crescimento e desenvolvimento saudável da criança como diabetes, hipertensão, obesidade ou colesterol alto.

Agora que você já sabe mais sobre a importância do acompanhamento infantil em todas as fases da criança, pode estar mais atento a qualquer problema que venha a surgir durante esse período. Contar com um atendimento diferenciado e completo e oferecer um maior suporte aos seus filhos pode fazer toda diferença na hora de escolher um bom profissional que o acompanhe e cuide ainda mais da sua saúde.

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